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Nossas Comunidades do Norte de Minas e Vale do Jequitinhonha


A Raízes trabalha com comunidades de Minas Gerais, com ênfase no Norte de Minas e Vales do Jequitinhonha e Mucuri, pois nessa região se encontram os artesãos com maior dificuldade de distribuição. Saiba um pouco mais sobre essas comunidades tradicionais.

Arteluz | AAA – Associação de Artesão de Araçuaí | AIA – Associação Itaobiense de Artesanato | AACJ – Associação Artesanal e Cultural do Jequitinhonha | Associação dos Artesão de Campo Buriti e Coqueiro Campo | Associação dos Artesãos e Lavradores de Campo Alegre | Associação dos Artesão de Santana do Araçuaí | Associação dos Artesãos de Minas Novas | Cooperativa Dedo de Gente | Mullheres Criativas | Assoarte | Divinart | Alquimia da Arte | AAB – Associação dos Artesão s de Botumirim | Associação Graomogolense de Artesanato | 100% Cidadania


Região do Vale do Jequitinhonha - MG


Arteluz

No município de Itaobim encontramos uma bucólica comunidade chamada Estação da Luz. Descobrimos lá mulheres artesãs que, há alguns anos, se dedicavam ao trançado de esteiras de fibra de taboa. Frente à desvalorização desse mercado, o grupo foi aconselhado pelo Projeto ARTESOL, atuante na região à época, a trançar caixas com a fibra, cujo valor e aceitação do mercado seriam maiores. Esse grupo se organizou como Associação Arteluz e hoje conta com 18 artesãs. A produção ganhou qualidade mas a comercialização, no entanto, continuou a ser esparsa e irregular. Gracinha, uma das líderes do grupo, que nos recebeu em sua casa, nos contou que às vezes o grupo fica meses sem vender uma peça, o que obriga todas elas a complementar a renda com o duro trabalho na roça. Já Mira, presidente da associação, quando perguntada sobre seu sonho, nos disse: “Ter bastante encomenda pra eu trabalhar muito”. Entre elas se destaca, também, D. Maria Pretinha, artesã de 105 anos, um grande exemplo de força e persistência. Em suas casas, com a fibra de taboa que colhem em seus quintais, essas mulheres de fibra tecem caixas incríveis.

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AAA – Associação de Artesão de Araçuaí

Em Araçuaí encontramos uma das maiores associações locais: são aproximadamente 80 artesãos. Alguns deles já conseguiram desfrutam de reconhecimento artístico nacional, como Lira, a artesã das famosas máscaras de Araçuaí, e Oriswaldo, das esculturas do camponês e da camponesa crucificados. Na loja da associação, artesãos menos experientes e até crianças também têm a oportunidade de expor seus trabalhos. No pequeno espaço, próximo à Igreja Matriz da cidade, Elizângela (artesã e atendente na loja da associação) nos confessou que tudo que eles buscam é “divulgação, reconhecimento e material pra trabalhar cada vez mais”.

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AIA – Associação Itaobiense de Artesanato

Os artesãos da AIA produzem, sobretudo, um artesanato ornamental, alegre e divertido. As bonecas de cabaça são sua principal marca. Com muitas cores e variações, retratam por vezes o estereótipo da população local com lavradores, mulheres trabalhadoras, bonitas bonecas mulatas, entre outros. Há espaço também para a cerâmica, que também se concentra nas bonecas. O grupo de 25 associados já conta com uma loja própria, mas ainda não conseguem viver apenas de artesanato, e este é o sonho que perseguem.

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AACJ – Associação Artesanal e Cultural do Jequitinhonha

Fomos recebidas por Leonardo, um simpático artesão que mora nos fundos da loja e a mantém em funcionamento quase ininterrupto. Pudemos ver peças ainda em produção e conhecer um pouco mais sobre a história do grupo. Formada por aproximadamente 60 artesãos, a associação conta com um conhecimento e uma técnica tradicional. A principal matéria prima é a argila e os temas retratados se vinculam ao cotidiano do povo, valendo destacar a religiosidade (forte devoção a São Francisco de Assis) e a vida árdua do povo (esculturas como os retirantes, a mulher com o filho faminto, entre outras). Léo Pezão, como Leonardo é conhecido, nos revelou que seu sonho é conseguir vender mais, tanto sua própria arte, como a dos demais artesãos que expõem na loja – dentre eles crianças que aprendem a técnica com a mãe de Leonardo, mestre referência na arte de transformar argila em verdadeiras obras de arte.

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Associação dos Artesão de Campo Buriti e Coqueiro Campo

m amplo galpão cedido armazena e expõe peças de 48 associados em Turmalina-MG. O cultivo de eucaliptos é a mais marcante atividade econômica da região. As famílias vivem do trabalho nas pequenas roças de subsistência e do dinheiro trazido pelos filhos e maridos que ficam durante todo o ano trabalho nos canaviais dos estados de São Paulo e Bahia. O artesanato é diversificado em objetos, principalmente utilitários de cozinha e ornamentos, mas mantendo como traço o uso do barro queimado e a composição de mosaicos, flores e imagens com suas variações de cores naturais. Os artesãos nos contam que têm imensa dificuldade de comercialização e que já perderam muitos convites para participar de feiras por falta de transporte. Queixaram-se também que, às vezes, passam até meses sem vender uma peça.

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Associação dos Artesãos e Lavradores de Campo Alegre

A associação congrega 47 pessoas que vivem de artesanato e de lavoura. Os artesãos desse local ainda não conseguem viver só de artesanato, apesar de terem a cerâmica como uma forte tradição. Todos sonham em melhorar a qualidade de vida através do artesanato, mas ainda têm uma demanda escassa para seus produtos. Foi implementado recentemente um programa de turismo solidário na comunidade, que preparou 03 famílias para receber visitantes em suas casas. A comunidade tem potencial para encantar qualquer turista com sua simplicidade e cultura tão peculiares. Fica o convite para conhecer Campo Alegre pessoalmente, ou pelo menos seus artesãos e artesanatos aqui no nosso site.

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Associação dos Artesão de Santana do Araçuaí

Santana do Araçuaí ficou conhecida por sua ilustre artesã e artista D. Izabel. De origem humilde e dona de uma história de vida muito sofrida, D. Izabel conseguiu superar as dificuldades e mostrar ao mundo seu talento – hoje uma boneca de D. Izabel é vendida por mais de U$3 mil. Ela ensinou sua técnica aos seus filhos e a todos da comunidade que quiseram aprender. Da união desses aprendizes surgiu a Associação dos Artesãos de Santana do Araçuaí. Hoje, são 38 artesãos que, além de bonecas, fazem potes, miniaturas e peças ornamentais – principalmente galinhas e fogões a lenha.

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Associação dos Artesãos de Minas Novas

A associação dos artesãos de Minas Novas tem aproximadamente 80 artistas associados. Situada no Sobradão, o primeiro prédio de 04 andares do Brasil, essa associação usa como matéria prima principal o barro. O que diferencia esse grupo dos demais ceramistas do Vale do Jequitinhonha é uma temática mais focada em miniaturas de casinhas, cestos de frutos e animais (principalmente o jegue), além da abundância de cores. Grande parte dos artesãos, sobretudo as mulheres, já vivem apenas do artesanato. Com fortes dificuldades de distribuição, o sonho dessa associação é ter um caminhão para poder participar de feiras pelo Brasil.

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Cooperativa Dedo de Gente

A Cooperativa Dedo de Gente surgiu como um desdobramento do projeto Ser Criança do CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento) idealizado pelo importante educador popular Tião Rocha. O projeto cria “fabriquetas” para ensinar ofícios a adolescentes da região de Curvelo e Araçuai. Com 13 anos de existência, o projeto atende, no momento, 17 jovens artesãos em Araçuaí e aproximadamente 40 em Curvelo. Esses jovens fabricam móveis rústicos, esculturas de ferro, bordados, além de pinturas com terra, doces em compota e licores. O projeto é, sem dúvida, transformador! Conversando com alguns dos jovens atendidos percebemos como a cooperativa mudou a vida dessas pessoas e de suas famílias. Um exemplo bonito de como a arte pode gerar dignidade e fortalecer a esperança em um futuro melhor.

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Mullheres Criativas

Em Almenara um pequeno grupo de mulheres, instruídas por freiras franciscanas, começaram a bordar juntas para complementar a renda de suas famílias. Há aproximadamente 03 anos, Eleonora, uma artista plástica e empreendedora local, decidiu ensinar a essas mulheres a técnica de mosaico com retalhados, mais conhecida como patchwork. O grupo aumentou e se autodenominou Mulheres Criativas de Almenara. E essa criatividade não teve limites: colchas, bolsas, bonecas, cortinas, tapetes, quadros... elas criam de tudo! As 33 mulheres criativas afirmam que gostam do que fazem e sonham com o reconhecimento de seu trabalho, para que possam trabalhar cada vez mais.

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Assoarte

O Ponto do Arraiolo, em Diamantina, reúne trabalhos de até 120 artesãos autônomos. Reunidos por um trabalho de 30 anos da artesã Vânia Sales, esses artistas criam desenhos e formatos múltiplos para tapetes e quadros. Ao perguntarmos sobre as origens da técnica naquele grupo, tivemos o prazer de ouvir o ditado regional “em Diamantina quem não é garimpeiro é tapeceiro”, entregando toda a tradição existente nessa arte. Orgulhosa de já ter feito o maior tapete arraiolo do mundo para o memorial JK em Brasília, Vânia sonha agora em ter um galpão para os artesãos, uma pequena creche para seus filhos e netos e um caminhão para distribuir produtos e participar de feiras. Parecem sonhos grandes, mas nada é impossível para pessoas que transformam lã em arte e encantamento.

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Divinart

Em Datas, município próximo à Diamantina, um grupo de aproximadamente trinta artesãos, orientados pelo Sr. Valmir Paulino criam Divinos em todas as formas e tamanhos. O Sr. Valmir foi pioneiro nesse tipo de artesanato na região – criou a pomba em madeira há cerca de 15 anos para simbolizar o divino espírito santo. O artesão foi motivado pela fé que tinha e pela busca de apoio espiritual aos seus problemas de saúde. Hoje, em meio à Serra do Espinhaço, os artesãos locais produzem os mais diversificados divinos em madeira, marca da Divinart.

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Região do Vale do Rio Doce


Alquimia da Arte

Maria Elizia, uma das artesãs, sócias e idealizadoras da empresa Alquimia da Arte, nos contou um pouco sobre a trajetória desse grupo que começou com 07 artesãs e hoje são: 3 sócias, 10 fuxiqueiras e 8 crocheteiras. Ela trabalha com mulheres da periferia de Ipatinga, que não tem como sair de casa para trabalhar. Ela fornece a técnica e os materiais e depois compra os fuxicos e flores de crochê para montar suas peças.

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Região Norte de Minas


AAB – Associação dos Artesãos de Botumirim

A associação de Botumirim é bastante jovem, tem apenas 02 anos de existência, mas já tem história pra contar. Buscando uma possibilidade de melhorar a qualidade de vida sem precisar sair da cidade, um pequeno grupo procurou as pessoas mais velhas da comunidade para aprender tecelagem. Com os sábios ensinamentos, passaram a produzir peças diversas: colchas, jogos americanos, almofadas, etc. Recentemente uma consultoria do SEBRAE ensinou as técnicas necessárias para utilização de matérias primas locais como a fibra de buriti, muito presente atualmente nos bordados desses artesãos. Mas não é só a matéria-prima que vem da região, a inspiração também: são santinhos, mulheres trabalhadoras, cantigas de roça, flores do cerrado, entre outros temas que fazem parte do cotidiano dessas pessoas. Ninguém pode negar que esse grupo tem muita força de vontade. Conseguiram teares com o Governo do Estado e concessão de uso de um espaço para a associação com a prefeitura. Com tanto talento e persistência, não existe limite para os artesãos da AAB!

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Associação Graomogolense de Artesanato

A associação existe há 05 anos e conta hoje com 18 artesãos. Com sede própria e uma loja na parte central da cidade, a associação se consolida rapidamente. O sonho desses artesãos é poder se dedicar só ao artesanato, o que hoje em dia ainda não acontece. O maior problema é a sazonalidade da demanda, que depende da visita de turistas – o que ocorre de forma satisfatória apenas três vezes ao ano, no Festivale, Festa do Val e Carnaval. A inspiração vem da história e do cotidiano desses artistas: retratam as casas de pedra (comuns na cidade), o garimpo (forte na história de formação do povoado) e a flora local (cactus, sempre vivas e canelas-de-ema) como temas para quadros, almofadas, peso de portas, entre outros. Um material que vale a pena ser destacado é o capim campestre. Parecido com o capim-dourado do norte do país, o capim-campestre brilha menos e tem um tom mais esverdeado. Essa matéria prima é usada com muita habilidade para a confecção de potes, balaios e vasos.

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Outras Comunidades de Minas Gerais com as quais trabalhamos


100% Cidadania

Empresa da região metropolitana de Belo Horizonte especializada em confecção de produtos fruto do reaproveitamento de materiais como carpete de feiras.

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Associação de Artesãos de São Lourenço

No sul de Minas conhecemos vários artesãos que tecem peças no tear, criam mini oratórios, santinhos e divinos. Merece destaque o cuidadoso e detalhado trabalho em taboa de Isabel Bahia e seu marido Patrício.

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Associação de Artesãos de Soledade

Na pequena cidade de Soledade um grupo grande de pessoas se dedicam aos trançados de fibra de taboa. São caixas, balaios, bolsas, sousplats e todo o tipo de produto possível nesse material.

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Triangulo das Artes

No triângulo mineiro um grupo de artesãos com apoio da prefeitura e em conjunto com a AMUR (Associação de Mulheres Rurais) desenvolve belos trabalhos manuais, na maior parte utilizando produtos reciclados ou fibras naturais. O projeto tem aproximadamente 180 pessoas envolvidas.

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Artesãos de Pasmado

No distrito de Pasmado em Itaobim um grupo de artesãos independentes expõem seus produtos em barracas de lona na rodovia. São panelas de barro, colheres de madeira, caqueiras, vasos e burrinhos de jardim. A produção não é grande, mas significativa, pois representa esperança e renda para esse povoado.

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Coorporação dos Artesãos de São João Del Rey

Esse grupo de São João Del Rey produz o mais variado artesanato. Vale destacar as flores de chitão e os divinos coloridos.

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